segunda-feira, 8 de abril de 2013

Texto sobre reforma no Ensino Médio gaúcho


Grupo: Aliziane, Ana Laura, Carolina, André Prosa

Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio (2011-2014)

           
            Antes de discorrer sobre a proposta pedagógica propriamente dita, devemos perceber de imediato que ela foi organizada levando em consideração o Plano de Governo para o RS no período de 2011-2014. Isso merece ser destacado porque nos informa (ou nos faz relembrar) que a cada novo partido político que assume o governo estadual, uma nova proposta para a educação é elaborada, representando um impasse à qualidade do ensino, tendo em vista que interrompe o andamento (implementação recente) de um (possível) bom projeto educacional.       
Outra observação muito importante é a que relaciona o que desejamos, esperamos de uma sociedade, com a proposta pedagógica para a educação que deverá atender essas expectativas.  Atentando para a análise diagnóstica do ensino médio para a rede estadual de ensino, constatamos altos índices de evasão escolar (13%) e de reprovação (21,7%), e que 84.000 jovens entre 15 e 17 anos (14,7%) estão fora da escola. A partir desses e outros dados alarmantes, podemos interpretá-los como resultado do descompasso entre a realidade escolar com o interesse e necessidade dos alunos. Nesse contexto, a atual gestão apostou no ensino médio politécnico e reformulação da educação profissional como propostas mais atraentes para os jovens, por oferecer um ensino que alia os conhecimentos gerais aos técnicos. Dessa forma, pretende-se adequar o ensino às demandas do desenvolvimento econômico e também social.
A proposta pedagógica considera o Ensino Médio uma continuidade dos níveis anteriores, por isso, em minha opinião, deve manter-se interligada com os conhecimentos adquiridos anteriormente para que fundamente e amplie os conteúdos. Se bem feito, aliando conhecimentos científicos e práticos, o ensino politécnico pode facilitar a compreensão dos alunos do contexto em que estão inseridos e propiciar escolhas de futuro que vão além daquelas que estão habituados ou imaginam ser possíveis. Os conteúdos devem envolver, portanto, a realidade do aluno, para diminuir o descompasso previamente mencionado. Envolvendo as mudanças sociais, e seu ambiente micro e macro, visando não apenas a formação acadêmica por competências, mas a formação de um indivíduo-cidadão que tenha noção de seus direitos e deveres em sociedade, além de suas possibilidades de escolha.
Lembrando que, as mudanças se dão muitas mais dentro do ambiente escolar do que em regras estáticas formuladas por um governo que não tem contato com a realidade de seus alunos e presta mais atenção em números do que em experiências realmente válidas de professores e instituições.
           Qual a finalidade da educação? Não seria formar seres humanos capazes de refletir sobre o mundo, de desenvolver suas capacidades artísticas, de potencializar nossa necessidade de socialização... Da onde tirarão essa idéia de evasão escolar associada a baixa integração dos ex-alunos no mercado de trabalho? A educação tem que formar seres humanos e não trabalhadores. Como assim os cursos serão oferecidos conforme a demanda do setor produtivo de cada região (ver anexo 3, 4 e 5 da proposta), quer dizer que o guri lá de São Leopoldo não poderá escolher fazer qualquer outra coisa que não seja pregar sapato por toda a vida. Já chegamos ao cúmulo da divisão da educação? Sabe de uma coisa: “Eu quero é botar meu bloco na rua”

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pássaros que desenham outros pássaros!?

Remédios Varo foi uma grande artista surrealista catalã, todo seu trabalho brinca com o onírico, com o fantástico. Esse quadro é fascinante pela delicadeza da luz, pela constituição daquele corpo afeminado, mas não mulher... Sempre penso na divisão de espécies, na possibilidade do animal homem não aceitar a falsa ideia de estar em um topo. Busco nesse quadro relações mais iguais.