Grupo: Aliziane, Ana Laura,
Carolina, André Prosa
Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e
Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio (2011-2014)
Antes
de discorrer sobre a proposta pedagógica propriamente dita, devemos perceber de
imediato que ela foi organizada levando em consideração o Plano de Governo para o RS no período
de 2011-2014. Isso merece ser destacado porque nos informa (ou nos faz
relembrar) que a cada novo partido político que assume o governo estadual, uma
nova proposta para a educação é elaborada, representando um impasse à qualidade
do ensino, tendo em vista que interrompe o andamento (implementação recente) de
um (possível) bom projeto educacional.
Outra
observação muito importante é a que relaciona o que desejamos, esperamos de uma
sociedade, com a proposta pedagógica para a educação que deverá atender essas
expectativas. Atentando para a análise
diagnóstica do ensino médio para a rede estadual de ensino, constatamos altos
índices de evasão escolar (13%) e de
reprovação (21,7%) , e que 84.000 jovens
entre 15 e 17 anos (14,7%) estão fora da
escola. A partir desses e outros dados alarmantes, podemos interpretá-los como
resultado do descompasso entre a realidade escolar com o interesse e
necessidade dos alunos. Nesse contexto, a atual gestão apostou no ensino médio
politécnico e reformulação da educação profissional como propostas mais
atraentes para os jovens, por oferecer um ensino que alia os conhecimentos
gerais aos técnicos. Dessa forma, pretende-se adequar o ensino às demandas do
desenvolvimento econômico e também social.
A proposta
pedagógica considera o Ensino Médio uma continuidade dos níveis anteriores, por
isso, em minha opinião, deve manter-se interligada com os conhecimentos
adquiridos anteriormente para que fundamente e amplie os conteúdos. Se bem
feito, aliando conhecimentos científicos e práticos, o ensino politécnico pode
facilitar a compreensão dos alunos do contexto em que estão inseridos e
propiciar escolhas de futuro que vão além daquelas que estão habituados ou
imaginam ser possíveis. Os conteúdos devem envolver, portanto, a realidade do
aluno, para diminuir o descompasso previamente mencionado. Envolvendo as
mudanças sociais, e seu ambiente micro e macro, visando não apenas a formação
acadêmica por competências, mas a formação de um indivíduo-cidadão que tenha
noção de seus direitos e deveres em sociedade, além de suas possibilidades de
escolha.
Lembrando que,
as mudanças se dão muitas mais dentro do ambiente escolar do que em regras
estáticas formuladas por um governo que não tem contato com a realidade de seus
alunos e presta mais atenção em números do que em experiências realmente
válidas de professores e instituições.
Qual a finalidade da educação? Não
seria formar seres humanos capazes de refletir sobre o mundo, de desenvolver
suas capacidades artísticas, de potencializar nossa necessidade de
socialização... Da onde tirarão essa idéia de evasão escolar associada a baixa
integração dos ex-alunos no mercado de trabalho? A educação tem que formar
seres humanos e não trabalhadores. Como assim os cursos serão oferecidos
conforme a demanda do setor produtivo de cada região (ver
anexo 3, 4 e 5 da proposta) , quer dizer que o guri lá de São
Leopoldo não poderá escolher fazer qualquer outra coisa que não seja pregar
sapato por toda a vida. Já chegamos ao cúmulo da divisão da educação? Sabe de
uma coisa: “Eu quero é botar meu bloco na rua”
