quinta-feira, 27 de junho de 2013

Avaliação do grupo e auto - avaliação

Tarefa injusta e sem muito sentido pra mim, mas como, por enquanto, sou só aluna vou fazer o melhor que posso!

Ana e Carolina, foram sempre muito atenciosas, parceiras e propositivas, deixaram que eu falasse e falaram dentro de uma conversa aberta e bonita. Quando de nossas tensões, souberam segurar a onda e encaminhar os trabalhos para aproveitarmos todo e qualquer momento juntas. Nunca deixaram que me sentisse sozinha dentro da construção de nossa aula o que foi fundamental para eu não desistir, inclusive, da disciplina. Foi um grande prazer conhecê-las e ter feito algo tão significativo quanto essa aula.

Eu, acho um pouco anti-ético me avaliar, mas... Tive sempre com minhas colegas de grupo, me envolvi emocionalmente na proposta da aula. Bom, o grupo foi realmente muito bom pra mim e acho que é isso!

Ideias para girar o mundo

- Olhe para lado!
Proponha-se a viver uma vida comunicativa, proponha-se a tentar criar algum coletivo, algum grupo de ajuda mútua e ajuda e ajuda expandida. Proponha-se a discutir todos os dias o mundo que queres, dentro da possibilidade da coabitação com o outro. Proponha-se a todo dia pensar, pensar! Ah, e não é só com esse cérebro maluco e acostumado, brinque, cante, mexa no barro... Faça algo porque assim não dá!


Não sei bem o que a ONU propôs, mas como conheço um pouco dessa instituição já desconfiei...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

planejamento de aula

Senta que lá vem história:

O grupo sofreu ao longo do semestre perdas e ganhos, no começo, tivemos um desentendimento com um integrante que parecia não estar junto do grupo, logo as outras integrantes decidiram então conversar com a criatura, tentar entender o que se passava naquela caixona. Bom, conversa tensa, cheia de medos e talvez pela nossa falta de experiência e paciência acabamos por afastar o ausente, aliás, foi uma decisão dele, mas sabíamos já que aconteceria. Naquele mesmo dia, tínhamos um integrante substituto, uma doce menina de sorriso fácil, mas para nosso quase desespero, depois de algumas semanas, ela também foi embora, com um e-mail que dava receio de responder qualquer coisa, deixamos que se fosse... Ela se encontrava mais confusa que cego em tiroteiro e abandonou a disiciplina! Se não bastasse essas duas almas, tivemos uma outra quase baixa, das três que sobraram, uma ficou bastante doente e quase desapareceu. O que faríamos, Caroline? Nesse barco que anda de mal a pior neh?! Percebi então que tinha que acreditar, pelo menos, na doente, pensar em ajudar, ir atrás, mas para sorte do meu semestre cheio, ela mesma voltou para o grupo, pediu mil desculpas e tratou de trabalhar para que a aula que precisávamos planejar acontecesse. Soou o sino já e aqui dentro só existem confusões, nada de sistemático, só mesmo desencaixes.
Depois de um bom tempo temos um grupo, aliás um trio! Ana, Carol e Eu, nunca as chamei assim, mas agora, a 4 dias de nossa aula sei que temos certa intimidade... Aprendi muito com elas e sei que algo fiz de diferente praquelas duas. Depois de tanta discussão maluca, ideias de jerico, temos uma pequena estrutura de aula, mas do nosso jeito; acreditando que o outro é tão somente tomado pelo imprevisível que eu não teria coragem de supor sua mais simples reação.
Segue a baixo nosso brincadeira cheia de sensibilidade:

1º “Foi você mesmo que disse a pouco que toda palavra é uma semente, traz vida, energia, traz também uma carga explosiva lá dentro... Corremos graves riscos quando falamos”
Uma apresentação densa de cada criaturazinha do grupo – Nenhum ato educacional acontece sem que o outro exista!

2º Um pedido meio inusitado a essa altura do “campeonato”: Sentem-se no chão, como bem quiserem, vejam essas cadeiras não são para pessoas, mas para máquinas sem colunas!

3º O direito de sonhar – Cada educador precisa reaprender a sonhar, mas mais do que isso, aprender a planejar racionalmente as mudanças que acredita serem necessárias para um mundo melhor.

4º The only history
O que contamos, como contamos e com que finalidade contamos. Como desejamos que cada aluno olhasse para mundo? Em que momento o mundo é algo homogêneo?

5º A parte onde todos percebem que podem falar e que as meninas lá na frente estão esperando por qualquer ajuda, qualquer suspiro mais alto que preencha o silêncio do nosso nervosismo. Daqui pra frente como diria um amigo “é só ladeira abaixo”. Solta a música DJ, que hoje eu quero me acabar! Aqui, talvez eu queira colocar qualquer inquietação minha, que tem e não tem relação com a aula, talvez minhas colegas de grupo até pensem que ando usando drogas em excesso (talvez seja verdade), mas, sabe, talvez só olharei para todos com um dos meus mais sinceros olhares... Aquele de agonia!

Último ato
Pânico! É sábado, por volta das 22:00 e eu estou cansada de tanto escrever no word, não, não escrevi somente esse relato, mas tantas outras mil coisas difíceis. Bom, eu vou parar por aqui porque hoje é dia de vinho com amigos e bons vinis.

Não, eu não sou maluca, apenas acredito na dedicação intensa que me permito a cada trabalho que faço... Essa aula tomou conta de mim, mas se for ruim, por qualquer motivo, direi que não passou de uma disciplina de dois créditos da FACED.

sábado, 8 de junho de 2013

Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito!

maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.
Manoel de Barros


terça-feira, 28 de maio de 2013

escritinho no twitter

Galerê, segue a baixo a minha mais nova ferramenta na busca pro interação humana...

Ah, tem até testículo sobre Bauman (só para ser pseudo-)
https://twitter.com/LiziKersting

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vídeo reproduzido de significados

Tenho tanta impaciência com esse papo de que preciso auxiliar meus alunos para que sejam melhores aceitos nessa tal de sociedade informacional, quando sempre acreditei que o humano é o elemento decisivo e portanto revolucionário no meu trabalho que deveria eu pensar, por exemplo a construção de uma outra sociedade e não a simples adaptação ao já existente. Sim, eu sei que o computador pode ser uma ferramenta auxiliar nas buscas de meus alunos, mas prefiro outros caminhos, prefiro trazer de volta a sensibilidade para a sala de aula, a conexão entre seres que se arrepiam, choram, ficam mudos e ás vezes até suam... Quero os por inteiro e quero a todos, quero tocá-los e ouvi-los.  Gostaria tanto que pudéssemos discutir coisas como: que aproximidade é possível e necessária entre aluno e professor, que educação se faz à distância, como o professor se entrega ao seu trabalho como um artista se entrega a sua obra, como eu luto por melhores condições de trabalho sem nunca esquecer a única razão de existir de um professor- a docência.

Não produzirei um vídeo inédito porque simplesmente produzi em mim significados outros para esse vídeo a baixo que é agora tão meu quanto do primeiro câmera.

http://www.youtube.com/watch?v=zkreiRt8GEY&list=PLC076BA568BE9AFE2

terça-feira, 7 de maio de 2013

comentário no blog de um colega

Olhem aí, minhas gracinhas no blog da Clara:

http://crocodiloclara.blogspot.com.br/2013/04/proposta-para-o-ensino-medio-texto-do.html?showComment=1367979481203


Ah, e no texto sobre a reforça do ensino médio está o meu comentário sobre o comentário de outro colega nesse mesmo blog, curte aí!*


















* Se você não tiver milhões de e-mails, trabalhos, resenhas, textos como eu para dar conta neh?!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Texto sobre reforma no Ensino Médio gaúcho


Grupo: Aliziane, Ana Laura, Carolina, André Prosa

Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio (2011-2014)

           
            Antes de discorrer sobre a proposta pedagógica propriamente dita, devemos perceber de imediato que ela foi organizada levando em consideração o Plano de Governo para o RS no período de 2011-2014. Isso merece ser destacado porque nos informa (ou nos faz relembrar) que a cada novo partido político que assume o governo estadual, uma nova proposta para a educação é elaborada, representando um impasse à qualidade do ensino, tendo em vista que interrompe o andamento (implementação recente) de um (possível) bom projeto educacional.       
Outra observação muito importante é a que relaciona o que desejamos, esperamos de uma sociedade, com a proposta pedagógica para a educação que deverá atender essas expectativas.  Atentando para a análise diagnóstica do ensino médio para a rede estadual de ensino, constatamos altos índices de evasão escolar (13%) e de reprovação (21,7%), e que 84.000 jovens entre 15 e 17 anos (14,7%) estão fora da escola. A partir desses e outros dados alarmantes, podemos interpretá-los como resultado do descompasso entre a realidade escolar com o interesse e necessidade dos alunos. Nesse contexto, a atual gestão apostou no ensino médio politécnico e reformulação da educação profissional como propostas mais atraentes para os jovens, por oferecer um ensino que alia os conhecimentos gerais aos técnicos. Dessa forma, pretende-se adequar o ensino às demandas do desenvolvimento econômico e também social.
A proposta pedagógica considera o Ensino Médio uma continuidade dos níveis anteriores, por isso, em minha opinião, deve manter-se interligada com os conhecimentos adquiridos anteriormente para que fundamente e amplie os conteúdos. Se bem feito, aliando conhecimentos científicos e práticos, o ensino politécnico pode facilitar a compreensão dos alunos do contexto em que estão inseridos e propiciar escolhas de futuro que vão além daquelas que estão habituados ou imaginam ser possíveis. Os conteúdos devem envolver, portanto, a realidade do aluno, para diminuir o descompasso previamente mencionado. Envolvendo as mudanças sociais, e seu ambiente micro e macro, visando não apenas a formação acadêmica por competências, mas a formação de um indivíduo-cidadão que tenha noção de seus direitos e deveres em sociedade, além de suas possibilidades de escolha.
Lembrando que, as mudanças se dão muitas mais dentro do ambiente escolar do que em regras estáticas formuladas por um governo que não tem contato com a realidade de seus alunos e presta mais atenção em números do que em experiências realmente válidas de professores e instituições.
           Qual a finalidade da educação? Não seria formar seres humanos capazes de refletir sobre o mundo, de desenvolver suas capacidades artísticas, de potencializar nossa necessidade de socialização... Da onde tirarão essa idéia de evasão escolar associada a baixa integração dos ex-alunos no mercado de trabalho? A educação tem que formar seres humanos e não trabalhadores. Como assim os cursos serão oferecidos conforme a demanda do setor produtivo de cada região (ver anexo 3, 4 e 5 da proposta), quer dizer que o guri lá de São Leopoldo não poderá escolher fazer qualquer outra coisa que não seja pregar sapato por toda a vida. Já chegamos ao cúmulo da divisão da educação? Sabe de uma coisa: “Eu quero é botar meu bloco na rua”

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pássaros que desenham outros pássaros!?

Remédios Varo foi uma grande artista surrealista catalã, todo seu trabalho brinca com o onírico, com o fantástico. Esse quadro é fascinante pela delicadeza da luz, pela constituição daquele corpo afeminado, mas não mulher... Sempre penso na divisão de espécies, na possibilidade do animal homem não aceitar a falsa ideia de estar em um topo. Busco nesse quadro relações mais iguais.